Vale a pena investir na poupança?

Nos tempos atuais, muito se comenta sobre o ato de investir, por mais que isso seja feito de forma superficial. Nesse sentido, é comum ter algumas dúvidas sobre o começo desse hábito. Dentre as principais questões que envolvem o investimento, a poupança está no topo delas. Portanto, vale a pena investir na poupança?

O mercado financeiro está repleto de conceitos e termos que podem confundir os iniciantes. Porém, a poupança é algo que escutamos com uma certa frequência. Por isso, é comum que as pessoas acreditem que essa é a melhor opção de investimento.

O que é a poupança?

Neste momento inicial, é interessante trazer um conceito sobre a poupança. Em resumo, esse termo se refere ao hábito de poupar, isto é, guardar e economizar dinheiro.

Dessa maneira, se você está decidido por poupar dinheiro, saiba que isso pode acontecer com uma parte dos seus recursos do salário ou rendimentos de outras fontes de renda. No geral, quem tem uma poupança costuma ter um objetivo para esse valor guardado.

Por esse motivo, não há como afirmar qual a finalidade desse dinheiro. Ele pode ser usado em uma viagem ou em uma emergência familiar.

Caderneta de poupança

Em contrapartida, temos a caderneta de poupança, que se refere a uma conta que tem registro na sua instituição bancária. Essa conta rende um prêmio mensal, chamado de rendimento da poupança, em que o investidor usufrui desse prêmio.

Inclusive, a rentabilidade de uma conta poupança é igual aos bancos que utilizem essa modalidade de aplicação. Isso ocorre porque quem define as taxas de rentabilidade é o Banco Central (Bacen).

Principais características da poupança

Antes de saber se vale a pena investir na poupança, você precisa ter acesso às suas principais características.

Custos e taxas da poupança

O que costuma atrair os clientes a terem uma poupança é a isenção de custos e taxa de manutenção – tampouco cobrança de abertura ou administração da conta. Inclusive, essa conta também é isenta de tributos, incluindo o imposto de renda.

Tributos

Com essa aplicação, os usuários (pessoas físicas) não precisam declarar o IR. No caso das pessoas jurídicas, elas devem pagar o equivalente a 22,5% do IR, tornando a opção menos atrativa para esse grupo.

Liquidez

Outra característica que merece destaque é a liquidez da poupança, que é muito alta. Em outras palavras, é mais fácil de resgatar a sua aplicação, sendo que a poupança se trata o investimento com maior liquidez nesse mercado, por ser imediata.

Garantias no investimento

Todos os rendimentos da sua conta poupança são garantidos pelo FGC (Fundo Garantidor de Crédito). Tenha uma atenção especial no caso das contas conjuntas, uma vez que a garantia será por conta, não pelo número do CPF. Portanto, a conta conjunta pode não usufruir de muitos benefícios.

Rendimento atual da poupança

Além de analisar as características da poupança, é importante saber qual o rendimento atual dessa conta. Logo, tenha em mente que esse rendimento varia com base na taxa de juros, a Selic. Portanto, não há uma taxa fixa, pois esse valor muda sempre com a economia atual do país.

Hoje em dia, se a taxa Selic for superior a 8,5 ao ano, o rendimento será de 0,5% na sua conta. Porém, quando a taxa é menor que 8,5, a poupança pode render 70% da Selic.

Devo investir na poupança?

Essa é uma resposta individual, uma vez que para cada caso existe uma opção mais benéfica que a outra. Por exemplo, vimos que as pessoas físicas se beneficiam bastante com a conta poupança, o que não é o caso das pessoas jurídicas.

Outro exemplo trazido é a hipótese de ter uma conta conjunta, que não agrega muitas vantagens no caso da garantia do FGC. Desse modo, cada caso precisa ser analisado com muita cautela, pois a poupança pode não ser o caminho ideal para investir.